{"id":1478,"date":"2023-04-20T12:49:08","date_gmt":"2023-04-20T12:49:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.villageitaparica.com.br\/multi\/?p=1478"},"modified":"2023-04-20T12:49:08","modified_gmt":"2023-04-20T12:49:08","slug":"multipropriedade-por-que-o-compartilhamento-de-imoveis-cresce-no-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.villageitaparica.com.br\/multi\/multipropriedade-por-que-o-compartilhamento-de-imoveis-cresce-no-pais\/","title":{"rendered":"Multipropriedade: por que o compartilhamento de im\u00f3veis cresce no pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.villageitaparica.com.br\/multi\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/ferias-hotel-resort-casal.jpg\" alt=\"F\u00e9rias em Hotel Resort\" width=\"600\" height=\"400\" class=\"alignnone size-full wp-image-1480\" srcset=\"https:\/\/www.villageitaparica.com.br\/multi\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/ferias-hotel-resort-casal.jpg 600w, https:\/\/www.villageitaparica.com.br\/multi\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/ferias-hotel-resort-casal-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 600px, 100vw\" \/><\/p>\n<h2>Modelo mais flex\u00edvel e econ\u00f4mico permite a compra de uma fra\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel por determinado per\u00edodo, como 2\u00aa resid\u00eancia ou op\u00e7\u00e3o de f\u00e9rias<\/h2>\n<p>Multipropriedade. Propriedade compartilhada. Propriedade fracionada. Time sharing (\u201ccompartilhamento de tempo\u201d, em portugu\u00eas). Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o tenha ouvido falar em cada uma dessas express\u00f5es, mas \u00e9 crescente o n\u00famero de brasileiros que v\u00eam sendo apresentados a um modelo de neg\u00f3cio que se transformou, nos \u00faltimos anos, em um nicho em ascens\u00e3o no <a href=\"https:\/\/www.metropoles.com\/tag\/mercado-imobiliario\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">mercado imobili\u00e1rio<\/a>.<\/p>\n<p>Embora exista no Brasil pelo menos desde meados dos anos 1960, o formato da multipropriedade ganhou for\u00e7a a partir da promulga\u00e7\u00e3o da <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2018\/lei\/L13777.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Lei n\u00ba 13.777\/2018<\/a>, que regulamentou o setor. Nesse modelo, o im\u00f3vel \u00e9 dividido entre v\u00e1rios \u201cs\u00f3cios\u201d, para uso por determinada quantidade de dias no ano \u2013 s\u00e3o as cotas ou fra\u00e7\u00f5es imobili\u00e1rias. Os dias nos quais cada cotista vai utilizar o im\u00f3vel podem ser subsequentes ou alternados, de acordo com o que for estabelecido entre os cond\u00f4minos.<\/p>\n<p>Quem adquire a fra\u00e7\u00e3o do <a href=\"https:\/\/www.metropoles.com\/tag\/imoveis\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">im\u00f3vel<\/a> tem direito a uma escritura p\u00fablica correspondente \u00e0 sua parte. Na pr\u00e1tica, a cota comprada tem o status de propriedade imobili\u00e1ria e pode ser vendida, doada, dada como garantia ou utilizada em partilha, em caso de div\u00f3rcio.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de resid\u00eancias privadas, h\u00e1 o modelo de multipropriedade focado em hot\u00e9is e resorts de luxo, nos quais os propriet\u00e1rios podem usufruir da mesma infraestrutura que os h\u00f3spedes comuns. Se uma fam\u00edlia pretende frequentar um hotel de luxo 30 dias por ano, por exemplo, essa cota pode ser comprada antecipadamente, por um custo proporcional ao per\u00edodo escolhido.<\/p>\n<p><b>\u201cQuem adquire um im\u00f3vel nessa modalidade passa a ter, de fato, uma matr\u00edcula, o que confere o direito de propriedade e at\u00e9 liquidez para os investidores\u201d, explica Henrique Blecher, CEO da Nivi Capital, gestora de fundos imobili\u00e1rios que estuda a viabiliza\u00e7\u00e3o de investimentos no modelo de multipropriedade. \u201cO segundo ponto a ser observado \u00e9 a flexibilidade no estilo de vida, que permite que uma pessoa possa ter, por exemplo, uma resid\u00eancia na serra e outra na praia. Ter um im\u00f3vel em cada lugar, sem precisar desembolsar o custo de um im\u00f3vel inteiro. Isso d\u00e1, al\u00e9m de flexibilidade, alternativas\u201d, destaca Blecher.<\/b><\/p>\n<p>Antes da regulamenta\u00e7\u00e3o, as imobili\u00e1rias e construtoras se baseavam na Lei de Incorpora\u00e7\u00f5es Imobili\u00e1rias (<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l4591.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">n\u00ba 4.591\/1964<\/a>) para firmar contratos de multipropriedade, mas a inseguran\u00e7a jur\u00eddica inibia o crescimento do mercado. A realidade, hoje, \u00e9 bem diferente.<\/p>\n<p>\u201cA nova lei \u00e9 um marco do direito de propriedade. Antes dela, voc\u00ea n\u00e3o tinha direito real, apenas obrigat\u00f3rio. A partir da exist\u00eancia da matr\u00edcula, o direito passa a ser real, ningu\u00e9m tira do propriet\u00e1rio. Gerou mais confian\u00e7a para incorporadores, mercado de cr\u00e9dito e compradores\u201d, afirma Blecher.<\/p>\n<p>Maria Carolina Pinheiro, vice-presidente de Desenvolvimento de Neg\u00f3cios da <a href=\"https:\/\/www.wyndhamhotels.com\/en-uk\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wyndham Hotels &#038; Resorts<\/a>, tamb\u00e9m celebra a legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica sobre a multipropriedade. \u201cCom um arcabou\u00e7o jur\u00eddico, a seguran\u00e7a \u00e9 muito maior para empresas e consumidores. Depois da nova legisla\u00e7\u00e3o, aumentou a quantidade de empres\u00e1rios que estavam buscando investir nesse tipo de produto\u201d, observa. Atualmente, a Wyndham tem dois projetos de multipropriedade em opera\u00e7\u00e3o no Brasil e outros 10 j\u00e1 com contratos assinados, em desenvolvimento.<\/p>\n<h2>Mercado em ascens\u00e3o<\/h2>\n<p>Segundo dados da pesquisa \u201cCen\u00e1rio de Desenvolvimento de Multipropriedades no Brasil\u201d, realizada pela <a href=\"https:\/\/www.caiocalfat.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Caio Calfat Real Estate Consulting<\/a>, o n\u00famero de empreendimentos desse tipo cresceu 21,8% entre 2021 e 2022, de 128 para 156 \u2013 entre im\u00f3veis prontos, em fase de lan\u00e7amento ou em constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No mesmo per\u00edodo, o Valor Geral de Vendas (VGV) desse mercado \u2013 estimativa do potencial de receita que os empreendimentos podem gerar \u2013 pulou de R$ 28,3 bilh\u00f5es para R$ 41,1 bilh\u00f5es (alta de 45%). No Brasil, hoje, pelo menos 77 cidades de 20 estados contam com ao menos um im\u00f3vel no formato de multipropriedade.<\/p>\n<p>\u201cQuem tem uma segunda resid\u00eancia, seja um apartamento na praia ou uma casa na montanha, sabe que esse im\u00f3vel n\u00e3o \u00e9 usado todo o tempo. O crescimento do mercado tem muito a ver com otimiza\u00e7\u00e3o e sustentabilidade: as pessoas est\u00e3o preferindo pagar por aquilo que realmente usam. N\u00e3o compram s\u00f3 por comprar\u201d, ressalta Maria Carolina Pinheiro.<\/p>\n<p>Segundo a especialista da Wyndham, essa mudan\u00e7a na forma de se relacionar com o im\u00f3vel est\u00e1 ligada, sobretudo, a uma quest\u00e3o geracional. \u201cAlgo diferente est\u00e1 acontecendo. \u00c9 uma tend\u00eancia, principalmente, dos consumidores mais jovens, que n\u00e3o v\u00e3o comprar um carro se realmente n\u00e3o precisarem dele todo dia. Preferem ir de t\u00e1xi, de Uber. Esse novo consumidor est\u00e1 buscando solu\u00e7\u00f5es mais criativas. O compartilhamento \u00e9 algo natural para as novas gera\u00e7\u00f5es\u201d, avalia.<\/p>\n<h2>Formato econ\u00f4mico e rent\u00e1vel<\/h2>\n<p>De acordo com os especialistas ouvidos pelo Metr\u00f3poles, o modelo de multipropriedade \u00e9 ben\u00e9fico para a economia do pa\u00eds, porque tem capacidade de fomentar a voca\u00e7\u00e3o tur\u00edstica de v\u00e1rias regi\u00f5es, e para o bolso do comprador, que paga muito menos do que se adquirisse um im\u00f3vel \u201cinteiro\u201d.<\/p>\n<p>\u201cAlgumas localidades tem um mercado tur\u00edstico muito sazonal. Com a multipropriedade, por meio da qual as pessoas se programam para utilizar o im\u00f3vel em per\u00edodos determinados, voc\u00ea gera uma ocupa\u00e7\u00e3o maior nas cidades n\u00e3o apenas em per\u00edodos de alta, mas durante o ano inteiro\u201d, diz Pinheiro.<\/p>\n<p>Para Blecher, o formato \u201cd\u00e1 oportunidades de incorporar em locais que n\u00e3o se faria anteriormente, porque n\u00e3o s\u00e3o de voca\u00e7\u00e3o t\u00e3o \u00f3bvia\u201d. \u201cAcaba sendo uma escolha de valor bem mais baixo para o comprador, que pode desfrutar de uma ou duas semanas em um lugar atrativo por R$ 50 mil, R$ 60 mil. Isso alimenta o mercado imobili\u00e1rio como um todo\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Para o CEO da Nivi Capital, o \u201cboom\u201d do mercado de multipropriedades ainda est\u00e1 por vir. \u201cOs instrumentos jur\u00eddicos atuais permitem que aumente a oferta de multipropriedade de uma forma cada vez mais sofisticada. Esse mercado ainda vai crescer bastante porque tem um espa\u00e7o muito grande para isso\u201d, aposta. \u201cO mercado de capitais est\u00e1 estudando todas as possibilidades, n\u00e3o tem ainda uma linha clara de cr\u00e9dito\u2026 A lei est\u00e1 a\u00ed, mas tudo ainda \u00e9 incipiente, diante da pujan\u00e7a que o mercado de multipropriedades pode alcan\u00e7ar no Brasil.\u201d<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.metropoles.com\/negocios\/multipropriedade-por-que-o-compartilhamento-de-imoveis-cresce-no-pais\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Metr\u00f3poles<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Modelo mais flex\u00edvel e econ\u00f4mico permite a compra de uma fra\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel por determinado per\u00edodo, como 2\u00aa resid\u00eancia ou op\u00e7\u00e3o de f\u00e9rias Multipropriedade. Propriedade compartilhada. Propriedade fracionada. Time sharing (\u201ccompartilhamento de tempo\u201d, em portugu\u00eas). 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